sexta-feira, abril 11, 2008

O tempo outra vez!


O tempo é um piadista. E daqueles que te pegam de supresa!

Porque tem os piadistas que fazem toda uma cena para contar um "causo"...
Mas o tempo não é assim! Não faz nada disso! Ele é daquele tipo de sujeito que você não dá nada, maior cara de sério, quase tímido. Aí de repente solta uma pérola que faz todo mundo cair às gargalhadas.

Ele assiste calmamante todas as voltas da Terra: Em torno dela mesma, em torno do sol, em torno da minha cabecinha sonhadora, etc.

Esse sacana tira onda com todas as nossas crises e eventuais sustos que a vida nos prega.

O fato é que quando aprendemos a conviver com ele e respeitá-lo, descobrimos que se desesperar é uma bobagem. Chorar por coisas ou fatos que parecem definitivos é deveras imaturo. Sabem por quê?

Porque ele nos ensina que tudo é temporário. E não é a primeira vez que conto isso para vocês. Com uma singela diferença: Das outras vezes que falei eu estava de coração aberto. Segura e sincera em cada palavra. Desta vez confesso que estou meio hesitante. Leio e releio minhas próprias frases para que elas façam todo sentido do mundo e me convençam de que não existe nada definitivo, nada irremediável, nada que se diga: "Agora já era!"

Detesto supervalorizar qualquer coisa, mas às vezes é difícil arrancar do fundo do meu coraçãozinho tão bem educado qual seria a "resposta" adequada para cada novo episódio, especialmente quando os roteiristas usam dos mesmos clichês que sempre desestruram até a mais equilibrada das mocinhas!

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração

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