Há instantes da nossa vida que cronologicamente não significam nada, mas que, em verdade, contém um tempo muito mais prolongado do que uma eternidade, pois são providos de um significado profundo, envoltos numa qualidade acima dos padrões socialmente aceitos.
Instantes quando o certo e o errado, o bem e mal, a verdade e mentira, o real e o ilusório...nada disso faz o menor sentido ou tem qualquer importância.
Esses instantes se bastam, são auto-explicativos. Que se dane o amanhã! Que se danem até mesmo os próximos instantes!
É a brisa tocando a palmeira, a cerveja estupidamente (estupidamente não, sagazmente) gelada, a sinceridade sofrida, mas bem acolhida SEMPRE!
Real é estar vivo. Imaginário é todo o resto!
Então porque não imaginar sempre o melhor que a vida tem para nos dar?
Até minha alma se sentir beijada...


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