quarta-feira, setembro 03, 2008

Coisas da Vida


Quem não vê seus castelos de areia se desmoronarem ao descobrir que aquele casal perfeito, junto há mais de 17 anos se separou de repente?

Aquele casal que a gente imagina ser feijão com arroz, avião com asa, romeu e julieta, claudinho e bochecha...

Eles são aquela nossa esperança de que o amor existe e pode ser eterno. Mas então eles seguem suas vidas, começam a namorar com outras pessoas, começam a participar das nossas vidas com essa nova disposição e temos vontade de dizer: Parem já com isso! Parem de achar que a gente assimila bem esses novos casais! Parem de querer que a gente vire a página com a mesma velocidade do tickets for fun antes do show da madonna! Saiam! Não quero mais ser amiga nem de um, nem de outro: pronto!

E quando um dos dois está super hiper irritantemente feliz e o outro só naquele fingimento que está tudo perfeito? Fingindo ter tomado a iniciativa, fingindo que estava saturado da relação, quando na verdade não imagina sua vida daqui para a frente, sem aquele pedaço dele mesmo.

E ver essa dor velada e maquiada e em contraponto o sincero estado de graça daquela até então outra metade? Isso nos machuca, sabiam novos casais? Vocês deveriam ter conversado com cada um de nós antes de mudanças tão bruscas!

Separem-se, mas nos dêem um tempo! Precisamos respirar e digerir separações mais bruscas. Fiquei arrasada quando Belo e Viviane Araújo terminaram. Sheila Melo e Alexandre Pires...

Essa galera tinha que respeitar um período de luto por nós, a platéia, porque afinal de contas eles representam sentimentos importantes que desejamos nutrir. Esperança de amores sólidos em tempos dos Asa Beachs da vida. Será que eles não pensam em nós, românticos incorrigíveis, quando tomam essas decisões?

Quero acreditar nos finais felizes. Quero acreditar que cada pessoa rejeitada que hoje está sofrendo também vai encontrar um novo, grande ou maior amor de sua vida. O que pode ser neste exato instante, enquanto padeço pelos sentimentos feridos de cada um deles. Torço para que um grande amor seja sempre superado por um maior ainda, em nome da doçura deste nosso planetinha.
Não quero pessoas amarguradas e desiludidas ao meu redor.
Quero rosas vermelhas, músicas bonitas e cartas de amor ridículas.

2 comentários:

Anônimo disse...

well its nice to know that you have great hits here.

Anônimo disse...

Como sempre adorei!!!
Beijos...