
Vinte horas na bucólica Laranjeiras City. Lá estava eu novamente, para mais um Festival de Artes. A única ordem da noite era DIVERSÃO!
Para não repetir o erro do ano anterior, aviso aos desprevinidos: Roupas e sandálias bem confortáveis, pois é um bater de pernas sem fim...
Para quem não conhece, Laranjeiras é um pequeno município, a 18 quilômetros de Aracaju. Possui uma expressiva arquitetura colonial: Ruas, casarios, igrejas, tudo respira a mais pura história. Tudo estava especialemnte belo, pois foram jogadas luzes de tons lilás e verde sobre os prédios. Acredito que o motivo do festival existir há quase 40 anos é que Laranjeiras já foi a mais importante cidade sergipana. Berço da cultura, educação, política e da economia.
Quando chegamos a igreja matriz (lindíssima!) estava aberta, com um casamento/missa de tirar o fôlego.
Deu vontade de casar uma vez por semana! Acho que vou fazer isso: Casar toda sexta-feira na Igreja Matriz de Laranjeiras!
Queria contar dos hippies que conheci...Da dança na roda dos bacamarteiros (que coisa mais violenta quebrar a harmonia da dança e da música com uns tiros sem nexo!), dos pirulitos, que são lindos pierrots vestidos de branco, girando como peões. É lindooooooooooooo!
Só que veio o Ballet Popular do Recife. Minha nossa senhora! Que coisa mais linda é aquela? Que bailarinas e bailarinos deslumbrantes, esculpidos à muitaaaaaa dança!! E dança afro, folclore pernambucano. É uma organização que não temos. Uma dança espetáculo que não se faz aqui em Sergipe. Os movimentos folclóricos se restringem a danças populares protagonizadas por senhores e senhoras da terceira idade. Você não vê jovens sergipanos interessados em aprender arte e dança da nossa cultura. Fiquei boqueaberta com a beleza das apresentações que assisti!
Olha, gente, mas isso tudo é pura balela, pois o que eu queria mesmo era assistir meu primeiro show de Fábio Jr., desde que Marcio Brandi, há mais de 10 anos, comprou um cd ao vivo, com os hits e algumas regravações que ele fez. Aí, menina! Tudo que eu não gostava de Fábio Jr. na minha adolescência culta foi por água abaixo! Virei uma adulta Fábio Junete!
Então ele entrou no palco cafonamente decorado e... Gente! Percebi que sei cantar TODAS AS MÚSICAS! E fui para a turma do gargarejo pra ver se ele pegava na minha mão! kkkkkkkkkk
Todo esse clima de "programa diferente" me fez lembrar de alguém com quem eu adoraria dividir cada alegria.
Dea, Dea...Ah Dea!




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