sexta-feira, agosto 10, 2007

Caiu na rede...


Como identificar um amigo de verdade?


Não sei quanto a vocês, meus amigos, mas eu tenho o péssimo hábito de me relacionar fraternalmente com filho(a)s da puta.


( Relacionar-se fraternalmente= ter irmãos filhos da puta= ter uma mãe puta????????? Isso não! Minha mãe, como toda mãe que se preze, tem mil defeitos, mas vocação para meretriz... definitivamente não é um deles!)


Só que aí eu fico pensando: Minha vida social é basicamente uma rede de pesca daquele tipo arrastão (acho que isso existe!). Ou seja, tem (cabeça de) bagre, arraia, baiamuitocú, piranha, dori, tubarão, golfinho, piabas, robalo, salmão...


Claro que dá para perceber que a rede passou do rio de água doce para o oceano. Ou, como diria minha amiga Camila, do estoário para o mar. (Não é assim, Camilete?) Mas, no fim das contas, o que concluo é que é o preço que pago por me arriscar a fazer sempre novos e muitos amigos.
PS: CAMILA ACABA DE ME CORRIGIR: É ESTUÁRIO!!

Se eu fosse chegada a números, poderia até apresentar uma continha, comparando as decepções, proporcionadas por uns traíras, e as alegrias, trazidas por esses anjos que chegam na nossa vida para torná-la muito mais colorida.


Eu comecei esse texto querendo fazer um desabafo, pois mais uma vez permiti que me usassem, abusassem e me fizessem de IDIOTA. Cheguei aqui na frente do computador cheia de raiva de mim mesma, por ainda não ter aprendido a dar e passar certos limites. Por não compreender bem a diferença entre amigos e conhecidos. Entre o que esperar de pessoas honradas e o que esperar de cretino(a)s...


Mas querem saber?


Não vou me lamentar por nada, pois acabei de chegar de uma aula de dança maravilhosa, cercada de pessoas boas, verdadeiras, que não param nunca de me dar provas de amizade, companheirismo, lealdade, generosidade. Aí venho para o mundo virtual e encontro mais e mais pessoas que não cansam de me perguntar como estou, de realmente se importar com minha vida...


Sabe o que vou fazer com esses peixes imprestáveis? Tirar gentilmente da minha rede, devolvendo-os ao seu habitat natural, porque, afinal, eles não sobreviveriam mesmo do meu aquário de integridade.

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